O papel das escolas, famílias e do governo no combate à obesidade é tema de oficina gratuita na Rede Mobilizadores






Pela primeira vez na história da humanidade há mais pessoas com excesso de peso do que desnutridas. Cerca de 2,1 bilhões de pessoas no mundo estão com sobrepeso, das quais 670 milhões sofrem de obesidade, boa parte delas crianças. No Brasil, segundo o IBGE, cerca de 1/3 da população entre 5 e 9 anos está acima do peso ideal. A principal causa dessa epidemia de obesidade, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), é o aumento da oferta de alimentos energéticos, com muitas calorias.

Diante da necessidade de se enfrentar a epidemia de obesidade, a Rede Mobilizadores promove, de 14 a 18 de março, a oficina online gratuita Alimentação Escolar e Combate à Obesidade, para debater o papel das escolas, famílias e do governo na promoção de uma alimentação escolar saudável e na formação de cidadãos mais conscientes e participativos.

A atividade terá facilitação de Elisabetta Recine, professora adjunta do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde da Universidade de Brasília, docente e coordenadora do Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição (OPSAN/UnB), integrante do GT Alimentação e Nutrição em Saúde Coletiva da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), e conselheira do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea) e do Consea – DF.

O enfrentamento da epidemia de obesidade tem mobilizado nutricionistas e especialistas em saúde pública de todo o mundo e, entre outras coisas, a maioria desses profissionais aponta a necessidade de se regular a publicidade de alimentos dirigida a crianças e adolescentes, taxar produtos como as bebidas adoçadas, dar auxílio e incentivar famílias com poucos recursos para que comprem frutas e verduras frescas, e desenvolver programas educativos para ensinar boas práticas em nutrição nas escolas. É fundamental, portanto, que os governos exerçam seu papel regulador, coibindo ou limitando práticas inadequadas e estimulando, de diferentes formas, a alimentação saudável.

Sabe-se que formação dos hábitos alimentares começa em casa desde os primeiros dias de vida da criança, com a amamentação adequada, e segue ao longo do seu desenvolvimento com a oferta de alimentos frescos, pouco processados, evitando-se açúcares, gorduras e produtos industrializados. E nesse processo, as escolas são espaços privilegiados para implementação de ações educativas que ajudem na formação de valores, hábitos e estilos de vida, evitando que crianças se tornem presas fáceis da abundante oferta de alimentos atrativos, saborosos, mas nada saudáveis.

Inscrições

A oficina, que tem apoio do Banco do Brasil, Furnas e Eletronoclear, está com inscrições abertas até 18 de março. Para se inscrever, é preciso estar cadastrado no site da Rede Mobilizadores. O processo é simples, rápido e gratuito. Faça seu cadastro em: .

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