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Banco de hortaliças ajuda a melhorar alimentação de idosos na Zona da Mata mineira

Horta implantada pela Emater em asilo de Bom Jardim de Minas enriqueceu o cardápio oferecido aos moradores


Divulgação/Emater
Hortaliças raras cultivadas no asilo em Bom Jardim de Minas
Hortaliças raras cultivadas no asilo em Bom Jardim de Minas
 
Azedinha, jacatupé, jambu e taioba. Essas são algumas das hortaliças não convencionais cultivadas no Instituto de Longa Permanência de Idosos Divino Espírito Santo, no município de Bom Jardim de Minas, Zona da Mata mineira. O banco de hortaliças raras foi implantado recentemente no asilo e tem ajudado a enriquecer a alimentação dos idosos. A iniciativa foi possível por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG).
No instituto são cultivadas 12 variedades. Com isso, o cardápio servido ficou mais rico e variado. “Temos um ótimo aproveitamento dessas hortaliças. Os idosos aceitam bem e alguns até pedem quando não tem”, afirma a diretora administrativa do instituto, Marileuza Marques de Paula Aguiar.
Entre os pratos que fazem sucesso estão a omelete com peixinho, a salada de azedinha, o jambu (um tipo de tempero usado no preparo de carnes) e a vinagreira, batida com suco. Marileuza Marques conta que os cuidados com a horta são mínimos. “Quase não precisa cuidar. É praticamente só aguar mesmo, bem mais simples que cuidar de hortaliças comuns”, diz.
O banco de hortaliças não convencionais do Instituto de Longa Permanência de Idosos Divino Espírito Santo foi implantado no início de 2011, após um treinamento oferecido pela Emater. As mudas e sementes foram doadas pelo banco de hortaliças raras de Juiz de Fora. “Começamos com seis ou sete variedades. Hoje, essas hortaliças são importantes para uma boa alimentação dos moradores do asilo”, explica o extensionista do escritório da Emater em Bom Jardim de Minas, Bruno Rosa.
Em Juiz de Fora, a iniciativa foi possível por meio de uma parceria da Emater-MG com a Secretaria de Agropecuária e Abastecimento do município, o Ministério da Agricultura e a Embrapa Hortaliças. O coordenador regional de Horticultura da Emater-MG de Juiz de Fora, Noel de Aquino Campos, explica que as cultivares são pouco conhecidas pela população, mas, segundo ele, possuem um bom valor nutricional. “Além disso, essas hortaliças praticamente não apresentam problemas de pragas e doenças, e o seu manejo é bastante simples”, afirma o coordenador.  
Ao todo, em Minas Gerais, existem 42 bancos de hortaliças não convencionais. A iniciativa é uma parceria da Emater-MG com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), a Embrapa Hortaliças, o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Universidade Federal de Viçosa, as prefeituras e associações de agricultores. A gestão dos bancos é feita em parceria com as instituições envolvidas no trabalho e as comunidades.
A distribuição de sementes e mudas é gratuita, e os interessados podem obter informações no escritório da Emater-MG. A proposta é estimular o cultivo e o consumo dessas hortaliças. “A nossa ideia é promover a mudança de hábito alimentar nas comunidades e estimular a melhoria da qualidade da alimentação e a diversidade, com a oferta de mais opções de vegetais no cardápio das famílias. Buscamos também o resgate de tradições e informações há muito esquecidas por esses grupos”, diz o coordenador de Olericultura da Emater-MG, Georgeton Silveira. Segundo o coordenador, a previsão para 2012 é de que sejam lançadas três publicações sobre o assunto e implantados mais três novos bancos de hortaliças não convencionais.
 

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